5 principais erros comuns em SEO: como ajustar?

Marcella Merigo
Diretora de SEO na NP Digital Brasil
9 min read
uma mão na barra de pesquisa do google, simbolizando uma pessoa buscando algo no mecanismo de busca

Eu entendo por que tanta gente cai no mito do “SEO fácil”. Parece lógico: escolher palavras-chave, publicar conteúdo e esperar o Google “fazer o resto”. 

O problema é que SEO nunca foi somente uma lista de tarefas…

E quando você trata como checklist, a frustração vem rápido: o tráfego não sobe, o conteúdo não ranqueia, a concorrência passa na frente.

Nos últimos anos, esse mito ficou ainda mais sedutor por dois motivos: primeiro, porque ferramentas e IA deram a sensação de que dá para acelerar tudo. 

Segundo: porque muita empresa ainda mede SEO de forma rasa, olhando só para volume e posição, e ignorando intenção, autoridade e experiência real do usuário.

Quando eu olho para as estratégias que estagnam, quase sempre encontro o mesmo padrão: o time não está errando “uma técnica” e sim o diagnóstico do que faz SEO funcionar.

Bora entender melhor isso agora?!

O que são erros comuns em SEO?

Erros comuns em SEO são decisões (ou omissões) que parecem pequenas no dia a dia, mas que somam fricção: fricção para o Google entender seu site, fricção para o usuário confiar no seu conteúdo, fricção para a sua marca ser escolhida.

Eu gosto de pensar que erro de SEO raramente é “um bug”. Na maior parte das vezes, é uma soma de escolhas: estratégia baseada em termo isolado, conteúdo sem profundidade, falta de sinais de autoridade, e uma camada técnica negligenciada. 

O resultado pode até aparecer como “queda de tráfego”, mas a causa quase sempre é estrutural.

Top 5 erros comuns em SEO

Existem bem mais do que 5 erros, mas trago aqui os 5 mais comuns e que podem comprometer bastante a sua estratégia.

São eles:

1: Estratégia baseada apenas em palavras-chave

Eu ainda vejo muita estratégia que começa e termina na keyword. Como se SEO fosse um jogo de encaixar termos em páginas. 

Só que hoje, SEO é mais sobre conversas e contextos do que sobre palavras isoladas.

gráfico de brande e no branded

Aqui entra um dado que eu gosto de usar para provocar liderança: em um levantamento da NP Digital, 33,49% das buscas no Google são branded, ou seja, 1 em cada 3 já nasce com marca no termo. 

Isso muda a conversa. Porque mostra que, além de capturar demanda, SEO também participa de construção de marca e memória. E isso não se resolve só com “palavras-chave boas”.

Quando a estratégia vive só de keyword, ela perde as camadas que realmente sustentam o resultado: entidade (quem é a marca), consistência temática (o que a marca domina), prova (por que confiar) e distribuição (onde seu público busca além do Google). 

É exatamente por isso que eu bato tanto em Search Everywhere Optimization, conceito proprietário da NP Digital: a busca está pulverizada, e a estratégia precisa acompanhar.

2: Ignorar a intenção de busca do usuário

Esse é o erro que eu considero mais caro: otimizar para a palavra, mas não para a intenção. E intenção não é “informacional” vs “transacional” em uma planilha. 

Intenção é o que a pessoa realmente quer resolver quando digita aquela busca.

Quando você acerta intenção, seu conteúdo viral responde e reduz fricção. 

Quando você erra, você até pode ranquear por um tempo, mas não sustenta. Porque o usuário volta para a SERP, clica em outro resultado, e o Google aprende.

Um bom termômetro é: se eu abro a SERP e vejo que o Google está premiando guias, comparativos e listas de critérios, não faz sentido eu responder com um texto institucional. 

Se a SERP está cheia de páginas de preço e prova social, não adianta publicar um “o que é” genérico. SEO é leitura de cenário, ok?

3: Conteúdo raso e sem autoridade

Conteúdo raso virou commodity. E quando todo mundo publica “mais do mesmo”, vence quem tem autoridade e prova, não quem fala mais alto.

Aqui entra E-E-A-T de forma prática. Para mim, E-E-A-T não é um selo. É uma pergunta: “por que alguém confiaria neste conteúdo, hoje?” 

Eu observo três falhas comuns:

A primeira é não ter profundidade real:. O texto passa por cima do tema, não resolve dúvida e não entrega decisão. 

A segunda é não ter evidência: sem dados, sem exemplos, sem critérios, sem contraponto, sem limites do que está sendo dito. 

A terceira é não ter autoria e contexto: quem escreveu, com que experiência, com quais fontes, com qual responsabilidade editorial.

Se eu quero construir autoridade, eu não dependo só de texto. Eu uso infográficos, tabelas, citações de fontes confiáveis, prints de processos, frameworks próprios e exemplos de aplicação. 

E eu deixo isso explícito. 

4: Falta de otimização técnica

O SEO técnico não é glamour, mas é o que evita desperdício. 

E eu vejo muita empresa investindo em conteúdo enquanto o site está travando o crescimento por baixo.

Quando a base técnica falha, o Google gasta orçamento de rastreamento com páginas irrelevantes, encontra duplicidades, se confunde com canonicals, sofre com lentidão e indexa errado. 

E, do lado do usuário, Core Web Vitals, renderização e UX ruim diminuem a confiança e aumentam abandono.

O que eu chamo de “mínimo saudável” aqui é: indexabilidade clara, arquitetura coerente, dados estruturados onde fazem sentido, performance aceitável, boa experiência mobile e um sistema de links internos que ajude a jornada. 

Sem isso, o conteúdo trabalha dobrado para render metade.

5: Esperar resultados em uma semana

Eu entendo a ansiedade. Principalmente em time de marketing pressionado por metas. 

Mas SEO não é mídia paga e sim cumulativo. E eu diria que o erro não é querer velocidade; é não planejar o caminho.

SEO costuma ter fases: primeiro você corrige base e remove fricções, depois você constrói clusters e prova temática, depois você começa a colher consistência. 

Em muitos projetos, o ganho visível vem no médio prazo, mas o efeito é duradouro. Você reduz a dependência de canais caros e constrói um ativo.

Quando alguém promete resultado em uma semana, desconfie, porque não é real!

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Como ajustar sua estratégia de forma realista?

manual de estratégia seo

Ajustar SEO de forma realista é alinhar expectativa com método. Eu gosto de trabalhar com três eixos: foco, consistência e mensuração.

Boas práticas no SEO

Eu não separo mais SEO de presença digital. Hoje, eu penso em Search Everywhere Optimization presença em busca tradicional, motores generativos, social, vídeo e comunidades. 

O seu público não “busca no Google”. 

Ele busca onde é mais conveniente.

Então boas práticas passam por: entender onde a demanda acontece, construir conteúdo com intenção clara, estruturar páginas para serem encontradas e citadas, e criar sinais fortes de entidade e confiança. 

SEO deixou de ser etapa do funil e virou parte da interface de descoberta.

Planejamento por funil

Eu planejo por funil para não cair no vício de produzir o conteúdo topo. Topo cria entrada, mas meio e fundo criam decisão. 

Um conteúdo excelente de descoberta sem um caminho claro para páginas de solução e prova social vira tráfego que não fecha a conta.

O que você deve buscar é: páginas que educam, páginas que comparam, páginas que comprovam e páginas que convertem — conectadas por uma malha interna coerente.

Foco em EEAT

Eu trato E-E-A-T como disciplina editorial!

Autoria clara, como nesse texto, revisão, fontes, experiência real, exemplos, metodologias e compromisso com precisão. 

Isso vale mais do que nunca em um cenário em que a IA barateou o texto e aumentou o volume de “conteúdo correto, mas vazio”.

Por que investir em Search Everywhere Optimization?

Porque a busca deixou de ser “um lugar” e virou um comportamento distribuído. Seu público pesquisa no Google, mas também em IA (modo IA, ChatGPT, Perplexity), social e outros ambientes.

Ai SEo

E o mercado já entendeu isso: no gráfico da NP Digital, 98% dos profissionais dizem que vão aumentar o orçamento de AI SEO em 2026. 

Quando quase todo mundo aumenta o investimento, a vantagem não vem mais de “adotar”  e passa a ser se diferenciar.

Search Everywhere Optimization faz exatamente isso: ajuda sua marca a construir sinais consistentes e autoridade para ser encontrada (e citada) em múltiplas interfaces de busca.

Automaticamente, ela reduz a dependência de um único algoritmo e aumenta a presença orgânica onde a intenção acontece.

SEO importa

Se eu pudesse deixar uma mensagem final, seria: SEO não é fácil, mas ele é simples no que importa. 

Você vence quando reduz fricção e aumenta confiança. E isso acontece quando estratégia, intenção, autoridade e técnica conversam entre si.

O que frustra as pessoas não é o SEO. Na verdade, é a expectativa errada sobre o que ele exige. 

Quando você ajusta isso, SEO deixa de ser uma aposta e vira um sistema de crescimento.

Conte com nosso time para ajudar você nisso. Marque uma consultoria com a NP Digital!

Perguntas frequentes

Quais os 3 pilares do SEO?

Existem três pilares que sustentam qualquer estratégia: conteúdo (intenção e profundidade), técnica (indexação, performance e arquitetura) e autoridade (prova, confiança, citabilidade). Quando um deles falha, os outros precisam compensar — e isso custa caro.

Quais os erros mais comuns no marketing digital?

O mais comum é confundir movimento com progresso: publicar muito, testar sem método e medir vaidade. Em SEO, isso aparece como foco em palavras-chave sem intenção, conteúdo sem E-E-A-T e leitura errada de resultado por falta de separação de métricas.

Como posso saber se meu SEO está bom?

Elegibilidade (o Google entende e indexa bem), utilidade (o usuário encontra e fica) e impacto (o conteúdo contribui para jornada e negócio). Se você só mede posição e tráfego, você vê uma parte pequena da história.

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Marcella Merigo

Sobre Neil Patel

Diretora de SEO na NP Digital Brasil

Consultora de Marketing Digital especializada em SEO e Marketing de Conteúdo, Marcella atua como diretora de SEO da NP Digital Brasil, liderando um time com mais de 60 profissionais para atingir os melhores resultados de crescimento de tráfego orgânico e receita online para empresas SMB e Enterprise. Com mais de 12 anos de experiência profissional nas áreas de Comunicação e Marketing, também trabalhou em empresas como Banco Santander e TV Globo.

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Neil Patel

source: https://staging.neilpatel.com/br/blog/erros-comuns-em-seo/