O que é social selling e como aumentar as vendas sociais?

Neil Patel
Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest
26 min read
social selling

Faz sentido, concorda? A venda é o próximo passo natural para enriquecer essa relação entre marcas, clientes (B2B e B2C) e redes sociais.

E eu já falei várias vezes aqui no blog que as redes sociais têm um peso inestimável no sucesso dos negócios hoje.

Porém, não quero que você se engane: se você se interessou por social selling porque parece ser um método de venda direta, você está errado.

A venda social vai além da abordagem simples aos clientes por meio das redes sociais. Trata-se de utilizá-las como base para prospectar leads e relacionar-se com eles até gerar uma venda.

E sim, se você pensou: “Cara, isso parece difícil!“, saiba que você está certo.

Mas não se preocupe.

Eu vim para desatar os nós sobre esse tema e te explicar tudo que aprendi (e apliquei!) em social selling. Interessou?

Então, boa leitura!

Para já começar essa jornada com o pé direito, baixe agora mesmo este guia exclusivo que minha equipe preparou para te ajudar a dar os primeiros passos nas vendas sociais:

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O que é social selling?

O social selling não se trata apenas de vender produtos nas redes sociais, mas de aproveitá-las para construir relacionamentos e se envolver com clientes em potencial.

Ao interagir e criar conexões com seus prospects, leads e clientes por meio das redes sociais, é possível desenvolver rapport mais rapidamente com eles.

Ei, mas calma lá, isso não se parece muito com marketing em mídias sociais?

Você tem razão, se pensou assim. Mas a venda social vai além de criar conteúdo em seu perfil do Instagram ou LinkedIn (que pode ser definido como marketing de conteúdo) ou investir em ads (que pode ser visto como tráfego pago).

Na verdade, vender em redes sociais é uma abordagem comercial que busca abraçar todos os recursos para construir e desenvolver relacionamentos dentro dessa plataforma, e aplicá-los com objetivo de impulsionar os resultados da empresa.

Assim, as empresas podem se estabelecer em seu segmento como “thought leaders”. Já ouviu falar nesse termo?

Uma empresa líder de pensamento é uma que se estabeleceu na posição de autoridade em seu setor por meio da criação e disseminação de ideias e insights inovadores.

Essas empresas são reconhecidas por sua expertise, e suas opiniões e recomendações são valorizadas e respeitadas por seus pares e clientes.

Empresas engajadas com o conceito de “thought leadership” usam vários métodos, como marketing de conteúdo, redes sociais e outras estratégias digitais, para construir sua reputação e alcançar um público mais amplo.

É um tipo de reconhecimento que tenho certeza que você se interessa, certo? Afinal, falo de uma vantagem competitiva quase orgânica, que o destaca da concorrência.

Voltando à venda social, essa abordagem tem tudo a ver com organizações que buscam se estabelecer dessa maneira.

Para empresas B2B, por exemplo, onde construir relacionamentos e confiança é essencial para fechar negócios, vender em redes sociais pode fazer toda diferença.

Qual é a importância do social selling?

importância do social selling

No fundo, você já sabe essa resposta, certo? Redes sociais são o epicentro da interação entre marcas e clientes. Logo, uma estratégia eficaz que potencialize os recursos de interação só tem a contribuir com os resultados.

Mas não apenas isso.

De acordo com dados que vi no Data Reportal, 60,9% dos usuários na internet usam as mídias sociais para pesquisar sobre marcas e produtos antes de comprar.

Isso que falo só de um público B2C, mas saiba que o social selling é especialmente importante para empresas que negociam com empresas.

Em um estudo da Gartner, li uma previsão um tanto quanto chocante:

Em 2025, 80% de todo o engajamento B2B deve ocorrer por meio de canais digitais. 

Sabe o que isso significa? Na visão do estudo, negócios B2B sem uma forte presença online vão morrer.

É uma fala forte, mas mostra o quão importante é o foco em criar um bom relacionamento.

Na prática, a venda social é uma abordagem com foco em criar relacionamentos e aproveitar todas as oportunidades de interação para capitalizar.

E sabe do mais interessante? Funciona!

De acordo com dados de um estudo focado em venda social do LinkedIn, os achados foram:

  • 78% dos vendedores sociais vendem mais em relação aqueles que não utilizam redes sociais em suas estratégias;
  • empresas que priorizam o social selling têm 51% mais chances de atingir suas metas de vendas;
  • 75% dos consumidores B2B utilizam as mídias sociais no processo de decisão de compra. 

Ao se envolver com os clientes por meio de redes sociais, as organizações têm um canal direto (e, de certa maneira, diferenciado) para fornecer informações e proporcionar experiências distintas.

Por fim, vale dizer que vender nas redes sociais também possibilita atingir públicos específicos e rastrear de maneira mais precisa as interações com os clientes.

No fim das contas, sabe o que isso influencia? Na quantidade e qualidade de dados que o negócio tem a disposição para influenciar seus esforços de marketing.

No geral, trata-se também de uma abordagem mais econômica de alcançar novos clientes, bem como expandir o brand awareness.

Com cada vez mais consumidores usando as redes sociais como fonte primária de informação e conexão, as empresas que não adotam estratégias focadas nas plataformas correm o sério risco de ficar para trás da concorrência.

4 benefícios do social selling para o seu negócio

Agora, investir em vendas sociais realmente vale a pena? Bom, em minha opinião, qualquer estratégia que mire o desenvolvimento de relações valiosas com seus clientes é interessante.

É claro, eu sei que o seu negócio não pode abraçar todos os tipos de estratégias e frameworks.

Mas convenhamos: é necessário pensar e cuidar com carinho das suas redes sociais.

Nesse sentido, estabelecer uma abordagem de social selling tem muito a agregar. Que tal conferir mais? Separei alguns benefícios a seguir:

1. Melhora a relação com o consumidor

Qual o foco da venda social? Engajar e construir relacionamentos com os consumidores.

Logo, um de seus principais benefícios é possibilitar que empresas criem conexões significativas com seus clientes, fortalecendo a relação.

Os consumidores podem aprender mais sobre os produtos ou serviços de uma empresa, escolher aqueles que são mais adequados para eles e até mesmo compartilhar suas experiências com reviews próprias.

É o UGC, o Conteúdo Gerado pelo Usuário, de maneira espontânea — que é ouro para o seu negócio.

A pesquisa Hábitos do consumidor 2025, desenvolvida pela NP Digital Brasil em parceria com a Opinion Box, mostra que essa validação social é altamente importante para os consumidores (especialmente os das gerações Y e Z).

Segundo os dados, para 49% dos entrevistados, se uma marca é bem recomendada online, provavelmente seu produto também será bom. Entre as gerações Y e Z o número cresce para 50% e 61%, respectivamente. 

Assim, a venda social permite que as empresas reforcem a identidade positiva da marca entre os clientes.

Além disso, as organizações podem usar insights obtidos em conversas com clientes nessas plataformas para moldar o design de suas soluções, bem como para melhor lapidar suas ofertas, de modo a refletir melhor as preferências dos clientes.

2. Diminui o ciclo de vendas

A venda social pode ser uma ferramenta inestimável para quem procura reduzir a duração do ciclo de vendas.

Com uma presença de mídia social bem abrangente, os profissionais de vendas se tornam mais visíveis aos clientes potenciais. Ou seja, é unir a fome com a vontade de comer: você facilita para que eles encontrem o que precisam.

Além disso, o uso de mídias sociais permite que os vendedores identifiquem os potenciais clientes mais rapidamente, otimizando o processo como um todo.

É algo que ajuda a reduzir atrasos que normalmente vem de clientes em processo de considerar diferentes propostas.

No mundo atual, onde o ritmo é acelerado, ter um sistema funcionando assim é crítico, pois os clientes simplesmente não têm mais tempo ou paciência para longos processos de negociação.

3. Apresenta novas oportunidades de leads

benefícios do social selling para o seu negócio

Ao envolver clientes em potencial em suas plataformas de rede social, as empresas podem iniciar conversas diretamente e nutri-los até fechar uma venda com sucesso.

É uma situação interessante, que proporciona um nível de confiança que normalmente não pode ser alcançado através de uma simples comunicação por e-mail.

Assim, permite que os vendedores compartilhem conhecimentos valiosos, construam relacionamentos e conquistem a fidelidade dos clientes ao longo do caminho — que é o que separa a venda social de uma venda direta por cold call, por exemplo.

Enquanto as empresas adotarem uma abordagem responsável e autêntica, é certo que as recompensas virão.

4. Aumenta a retenção de leads

Ao combinar o poder do networking e da construção de relacionamentos, com táticas modernas de vendas, o social selling ajuda a transformar consumidores pontuais em clientes fidelizados e de longo prazo.

Assim, em vez de confiar nas técnicas tradicionais de venda direta e cold calling, as empresas podem localizar leads potenciais por meio de múltiplas redes sociais e então alimentar esses leads através de técnicas de construção de conexões personalizadas.

Essa abordagem não só traz novos contatos, mas também aumenta as chances de eles se tornarem clientes. É um ciclo que transforma o processo de venda.

Um panorama sobre as vendas nas redes sociais

Até aqui, já está claro que as redes sociais deixaram de ser apenas um canal de visibilidade para se tornarem, de fato, uma extensão ativa da área comercial, né? 

Hoje, elas estão no centro da jornada de compra do consumidor. Nelas, o seu cliente pesquisa, compara, interage com diferentes marcas e, o mais importante: decide o que (e de quem) vai comprar.

Para ter uma ideia do potencial desses canais, o Brasil tem 144 milhões de usuários ativos nas redes sociais, o que representa 66,3% da população, segundo dados do Data Reportal.

Ou seja, mais da metade dos brasileiros está exposta, diariamente, à grande vitrine digital das mídias sociais.

Antes mesmo do seu time comercial fazer o primeiro contato, o lead já passou pelo Instagram da marca, leu comentários de outros consumidores, conferiu os conteúdos publicados, e talvez até já deixou uma DM para saber mais sobre um produto.

Se o presente já mostra esse impacto, o futuro aponta para um cenário ainda mais conectado e, consequentemente, mais competitivo.

Com a inteligência artificial impulsionando a personalização em escala, o conteúdo nas redes sociais tende a ser cada vez mais direcionado e integrado. 

Plataformas como Instagram, TikTok e até o WhatsApp Business estão evoluindo para abrigar negociações, atendimentos, demos e pagamento da compra — tudo dentro do mesmo canal.

O TikTok Shop é um dos exemplos mais recentes. 

A funcionalidade, que chegou ao Brasil a pouco tempo, passa a permitir a compra de produtos dentro da plataforma, inclusive durante lives feitas por influenciadores e pelas próprias marcas.

O consumidor assiste o vídeo, se interessa pelo produto e já pode comprar ali mesmo: rápido, prático e sem precisar passar por um checkout com mil etapas. 

Mesmo com essa tendência de centralização da jornada de compra, os consumidores devem continuar pulando entre canais, dispositivos e formatos antes de tomar uma decisão.

Isso exige não apenas uma presença em diferentes canais, mas principalmente a consistência do conteúdo produzido neles.

Um dado da McKinsey sobre o público B2B me chamou muito a atenção neste quesito: consumidores B2B usam cerca de 10 canais diferentes em sua jornada de compra.

E mais da metade deles recorreria a outra empresa se a experiência não fosse fluída em todos esses pontos de contato. 

Isso significa que o papel das redes será cada vez mais sobre criar relações comerciais consistentes, relevantes e duradouras.

Neste cenário, o social selling permite estar onde o comprador já está, enquanto cria autoridade da marca e gera valor para o público com conteúdos relevantes. 

Como a estratégia é usada em vendas B2B e B2C?

social selling em vendas b2b e b2c

As vendas sociais são uma estratégia única, focada em construir um relacionamento e gerar valor antes de vender, mas a forma como ela se aplica muda bastante conforme o público.

Para consumidores B2B, por exemplo, é importante ter em mente que o ciclo de vendas costuma ser mais longo, além de envolver vários decisores e exigir autoridade técnica.

Ou seja, o marketing B2B deve gerar confiabilidade para construir um relacionamento a longo prazo.

No cenário B2C, por outro lado, a jornada tende a ser mais curta. O foco é mais emocional e direcionado para a experiência. 

E o que une os dois?

A necessidade de relevância, consistência e confiança nas interações em todos os canais.

Trouxe um olhar mais prático com algumas dicas que vão te ajudar a aplicar as vendas sociais em cada contexto. 

Social selling no B2B

As redes sociais colocam a sua marca mais próxima dos tomadores de decisão e oferecem uma grande oportunidade de estreitar esse relacionamento, abrindo espaço para parcerias duradouras.

Mas nada de empurrar o seu produto ou serviço em todo post, combinado? 

O foco da estratégia aqui é outro. 

Aproveite o espaço das redes para construir credibilidade, gerar confiança e educar o mercado com conteúdo que faz sentido pra quem está do outro lado da tela.

Aqui vão alguns passos importantes para isso: 

  • Use os dados a seu favor: integre as vendas sociais ao seu CRM e aos dados de jornada para entender o histórico de interações e, com base nisso, personalizar a abordagem para gerar negociações mais produtivas;
  • Trabalhe a autoridade do time de vendas: incentive os social sellers a construírem suas próprias marcas pessoais nas redes, principalmente no LinkedIn, para publicar conteúdos, interagir com clientes e compartilhar cases reais da marca;
  • Integre os times de marketing e vendas: trabalhe o alinhamento dos setores para que os vendedores saibam como aproveitar materiais prontos nas vendas, responder com repertório e gerar valor desde o primeiro contato com o lead;
  • Pense nos conteúdos como pontes para conversas: insights sobre o mercado, posts técnicos bem elaborados ou até mesmo dicas de leitura podem ser a chave que abre a porta para uma abordagem comercial mais fluida, sem parecer invasiva.

Social selling no B2C

Para quem tem um time enxuto e precisa mostrar resultado com pouco recurso, as vendas sociais são grandes aliadas para alcançar o público B2C.

Uma estratégia bem feita ajuda a escalar a presença da marca no digital e influenciar decisões — tudo isso com investimento mais acessível. 

Algumas dicas para aplicar o social selling nesse cenário são:

  • Reaproveite os conteúdos em diferentes redes: para economizar tempo e manter a consistência com praticidade, saiba reaproveitar os seus materiais. Um mesmo vídeo pode virar corte no Reels, carrossel no LinkedIn e story no Instagram, por exemplo;
  • Aposte no storytelling e em conteúdos humanizados: a emoção é um fator importante nas decisões de compra B2B. Por isso, mostrar bastidores, histórias de clientes reais, reviews e até memes aproxima e gera identificação com a marca;
  • Explore diferentes formatos visuais e interativos: Reels, stories com enquetes, lives e conteúdos gerados por clientes (UGC) são ótimas ferramentas para criar proximidade, engajamento e prova social;
  • Automatize o que for possível: ferramentas como bots com linguagem natural, mensagens de boas-vindas personalizadas e follow-ups automáticos agilizam o atendimento, sem perder o tom humano.

Seja B2B ou B2C, o que define o sucesso da sua estratégia de vendas sociais é entender o seu público. Saber como ele pesquisa, decide e compra, se fazendo presente de forma útil e confiável.

Recentemente, reuni algumas dicas rápidas com ações que realmente funcionam nas redes sociais — e que você não pode deixar de colocar em prática. É só dar o play para conferir:

Como aplicar o social selling na sua estratégia?

Interessou, né? Bom, agora é hora de pensar em como colocar a venda social em prática no seu negócio.

Lembra do que eu mencionei antes? Não se trata de somente pedir que seus vendedores abordem prospects em redes sociais.

O foco aqui é entender quais as mídias sociais mais interessantes para marcar presença, quais recursos de comunicação elas possuem e quais as possibilidades de uso em relação ao perfil do seu cliente ideal.

Ficou em dúvidas de como aplicar? Separei alguns passos essenciais, veja só:

Defina a buyer persona do seu negócio

Quando se trata de vendas sociais, o mais importante obstáculo que as empresas enfrentam é a definição da sua personalidade de comprador.

Quem exatamente está atrás de seu produto ou serviço?

É por isso que o primeiro passo para incorporar a venda social em sua estratégia de marketing é identificar um tipo específico de cliente ou usuário que você está procurando capturar.

Você pode se concentrar em vários aspectos demográficos, indústrias, profissionais e mesmo interesses ao criar a sua persona.

Ter essas definições em mente (e documentadas, claro) ajudará a moldar tudo: desde quem você contrata até a linguagem que você usa em seus conteúdos.

Estabeleça os objetivos da abordagem

Não basta marcar presença só por marcar nas redes. A venda social busca gerar resultados.

Mas, para gerar resultados, você precisa saber onde quer chegar. 

Quer fortalecer a marca? Aumentar o número de leads qualificados? Reduzir o ciclo de vendas? Ganhar autoridade no seu segmento? 

Definir os objetivos é a base para medir o impacto das suas ações, ajustar a rota quando necessário e, principalmente, mostrar o valor da estratégia para a diretoria da empresa.

Identifique os canais mais adequados

O próximo passo na implementação da venda social será pesquisar e decidir sobre os melhores canais para investir seu tempo e energia.

Seja no Twitter, Facebook, Instagram ou LinkedIn — cada canal tem características únicas que apelam para diferentes tipos de clientes.

No caso de negócios B2C, de acordo com o estudo Hábitos do Consumidor 2025,  o top 3 em preferência ficou assim:

  • Instagram: 81,7%
  • YouTube: 40,5%
  • Facebook: 27,1%

E como descobrir os canais certos para a sua marca? Volte uma casa e faça sua buyer persona! Assim, você vai entender quais plataformas seu cliente ideal usa e pode começar a estruturar um plano de ação focado.

Construa conexões nas redes sociais

Lembra quando falei que vender nas redes sociais não significa empurrar o seu produto em todo post? 

Pois é, o social selling é sobre se conectar e construir relações sólidas.

E é isso que os consumidores esperam de você. Segundo dados da Sprout Social, 64% dos clientes esperam que as marcas se conectem com o seu público. 

A boa notícia é que isso começa com um passo muito simples: interações.

Elas são o grande motor das mídias sociais e ajudam a construir familiaridade, abrindo portas e deixando claro que sua marca não quer só vender — quer ajudar e ser parte do dia a dia do consumidor, como uma verdadeira parceira. 

Aqui, vale comentar posts relevantes relacionados ao seu nicho, compartilhar informações do setor e curtir atualizações dos clientes. 

Um comentário genuíno vale mais do que uma mensagem forçada e genérica no inbox. 

Crie conteúdo relevante

A importância do conteúdo nas vendas sociais é muitas vezes negligenciada, mas é a chave para criar um bom engajamento.

O conteúdo deve mostrar o conhecimento e a experiência de sua empresa, informando os clientes sobre as últimas notícias do setor e fornecendo soluções para seus problemas.

Minha dica é: siga o Google!

Mesmo que não falamos da SERP em si, podemos admitir que, quando o assunto é conteúdo, podemos confiar na gigante tech, concorda?

Então, incorpore a diretriz EEAT também na sua criação de conteúdos para redes sociais!

Assim, você pode espelhar esses conteúdos também em seu blog, podcast, e-mail marketing e muito mais — criando uma grande quantidade de informação de alta qualidade que é ao mesmo tempo acessível e fácil de ler.

Mantenha constância nas publicações

Publicar uma vez a cada dois meses e esperar por uma chuva de leads é pedir por um milagre. 

As estratégias de marketing nas redes sociais dependem de repetição e consistência

A constância constrói familiaridade com a marca, e a familiaridade gera confiança. Essa é a base para um relacionamento duradouro com seus consumidores. 

Isso não significa postar qualquer conteúdo todos os dias só para dizer que está sempre presente.

Você precisa de um calendário estratégico, que equilibre conteúdos educativos, institucionais, comerciais e interativos.

Estreite o relacionamento com os seguidores

Para se aproximar dos seguidores, não basta entregar conteúdos úteis — essa é a base, mas você precisa ir além se quer conquistar consumidores fiéis.

Curtiram seu conteúdo? Engaje. Comentaram uma dúvida? Responda. Mencionaram sua marca? Agradeça.

Toda interação é uma oportunidade de mostrar que por trás do perfil existe alguém que realmente se importa com o consumidor, independentemente da venda. 

O público percebe e valoriza muito esse cuidado. 

E quando chega a hora de comprar, adivinha quem vem à mente primeiro?

Outro dado da SproutSocial não me deixa mentir: 76% dos consumidores escolhem uma marca em vez do concorrente quando se sentem conectados a ela. 

E tem mais: 57% até aumentam os seus gastos quando existe essa conexão

Métricas de social selling para acompanhar

métricas de social selling

Ter um conhecimento profundo do desempenho de suas atividades de vendas em diferentes canais pode ajudá-lo a tomar decisões informadas sobre como otimizar seu alcance.

Pensando nisso, vem comigo conferir as principais métricas do social selling.

Taxa de conversão

Essa é uma das métricas mais poderosas para acompanhar o impacto real da sua estratégia. 

Ela revela quantas interações iniciadas nas redes sociais (sejam cliques, DMs, formulários ou agendamentos) resultaram, de fato, em uma ação concreta (envio de proposta, reunião, venda).

Uma grande vantagem é que a taxa de conversão pode ser avaliada em diferentes etapas do funil de social selling. Aqui um exemplo simples:

  • Quantos cliques viraram leads?
  • Quantos leads agendaram uma reunião?
  • Quantas reuniões geraram vendas?

Ao analisar esses pontos, você consegue entender se seus esforços estão realmente movimentando o pipeline — ou se estão apenas gerando um engajamento superficial.

Alcance orgânico

Você pode produzir o melhor conteúdo que a internet já recebeu, mas se ninguém estiver vendo, ele não vai te ajudar a vender.

O alcance orgânico é a métrica que te permite monitorar isso: esse indicador mede quantas pessoas foram expostas ao seu conteúdo sem investimento em mídia paga.

Ou seja, ajuda a avaliar a força da sua presença nas redes e o quanto sua marca está conseguindo furar a bolha para alcançar novos potenciais clientes.

A dica aqui é identificar os padrões: que tipo de post você percebe que performa melhor? Em qual horário? Com uma abordagem mais interativa ou educativa?

Temas que geram identificação e trazem conteúdos autênticos costumam ter alto alcance orgânico.

Taxa de engajamento

A taxa de engajamento é o termômetro de conexão com o público. 

Curtidas, comentários, compartilhamentos, cliques, salvamentos: tudo entra na conta. Mas aqui, mais importante do que o número absoluto, é avaliar o engajamento proporcional ao alcance. 

Por exemplo, um post com mil visualizações e 100 interações tem um engajamento muito mais qualificado do que um com 10 mil views e 50 interações.

Isso é o que vai indicar se o seu conteúdo está gerando valor real para a audiência.

A partir daí, a métrica pode gerar uma série de insights relevantes, como timing ideal de postagens, os temas mais relevantes para o seu público e até mesmo ajustes no tom de voz. 

Tempo médio de resposta

Na rede social, muitas vezes  a diferença entre uma venda fechada e uma oportunidade perdida está em quanto tempo você leva pra responder uma interação.

Aqui entra o tempo médio de resposta, que te ajuda a mensurar o quão ágil (ou lento) o seu time está atendendo nas redes.

Otimizar esse tempo não só aumenta as chances de conversão, mas também melhora a percepção da marca e ganha a confiança do consumidor.

Volume de vendas

No fim do dia, é sobre isso: quantas vendas foram impulsionadas, direta ou indiretamente, pelas ações de social selling.

Considere aqui as oportunidades geradas pelas redes, as vendas fechadas após interações sociais e também a redução no ciclo de vendas, impulsionada pelo atendimento digital.

Essa métrica permite mostrar para a liderança que o esforço de marketing nas redes não é só brandingé crescimento e resultados reais.

A análise desses números junto com outros indicadores-chave pode muitas vezes revelar insights vitais sobre como aumentar as suas conversões.

E sabe do melhor? Com esses dados certos em mãos, você terá tudo o que precisa para garantir que seu social selling seja o mais eficiente possível!

Exemplos de social selling

exemplos de social selling

Quer tirar a estratégia do papel e aplicar no dia a dia? Nada melhor do que se inspirar com alguns exemplos de social selling que funcionam de verdade!

Para te ajudar a visualizar, separei algumas ações práticas, organizadas por rede social, que você pode adaptar para  a sua estratégia.

Vamos conferir.

LinkedIn

Canal importante para as vendas sociais, especialmente se o seu público é B2B, é possível aproveitar diferentes oportunidades no LinkedIn, como:

  • compartilhar posts com insights sobre o mercado, marcando um cliente;
  • criar carrosséis com aprendizados práticos, dicas ou erros comuns do setor (e como solucioná-los);
  • usar o LinkedIn Inbox para engajar leads com conteúdo relevante;
  • comentar com frequência em postagens de decisores do nicho;
  • publicar cases de sucesso com storytelling envolvente.

Instagram

Lembra que o Instagram ficou no topo das redes mais influentes nas decisões de compra, segundo a pesquisa Hábitos do consumidor 2025? 

Isso significa que você não pode ficar de fora dela. Mas também não pode ser só mais umprecisa se destacar com conteúdos de qualidade.

Aqui estão exemplos de social selling no Instagram para se inspirar:

  • transformar conteúdos do blog em Reels;
  • mostrar bastidores do time ou do produto nos stories;
  • gravar vídeos respondendo dúvidas frequentes do público;
  • participar de trends alinhadas ao seu nicho e ao posicionamento da marca.

YouTube

O YouTube é um ótimo canal para explorar conteúdos de how-to, bastidores mais longos e reviews de produtos. Alguns exemplos que você pode colocar em prática são:

  • criar cortes de webinars para nutrir leads nas redes;
  • participar de lives ou entrevistas com especialistas do setor;
  • produzir vídeos com comparativos ou tutoriais sobre seu produto;
  • gravar depoimentos de clientes contando suas histórias com a marca.

WhatsApp Business

O WhatsApp Business também oferece muitas funcionalidades interessantes para te ajudar a colocar as vendas sociais em prática. Confira o que você pode fazer na plataforma:

  • usar mensagens personalizadas após interações nas redes;
  • criar listas segmentadas por interesse para envio de conteúdos;
  • compartilhar materiais ricos direto no chat (e-books, vídeos, cases);
  • integrar agenda, catálogo e bot para facilitar a jornada de compra do consumidor.
Os 10 Mandamentos do Marketing Digital – Banner Blog

Conclusão

Não há como negar que as vendas sociais fazem parte do presente — e serão um pilar futuro dos negócios.

A abordagem permite que empresas construam relacionamentos profundos com os clientes, gerem leads e aumentem suas receitas.

Ao aproveitar os recursos de mídias sociais, as organizações podem alcançar um público mais amplo e se estabelecer como líderes de pensamento em seus respectivos setores.

E lembre-se: o social selling não se trata apenas de vender produtos, mas sim construir confiança e fornecer valor aos clientes.

E você, gostou do conteúdo? Se tiver alguma dúvida, é só deixar um comentário na seção abaixo que logo respondo!

Até a próxima!

Perguntas frequentes sobre social selling

O que é social selling?

Trata-se de aproveitar redes sociais para construir relacionamentos e se envolver com clientes em potencial. Ao interagir e criar conexões com seus prospects, leads e clientes por meio das redes sociais, é possível desenvolver rapport mais rapidamente com eles.

Quais são os benefícios do social selling?

Não se trata apenas de vender produtos nas redes sociais, mas de aproveitá-las para construir relacionamentos e se envolver com clientes em potencial.

Ao interagir e criar conexões com seus prospects, leads e clientes por meio das redes sociais, é possível desenvolver rapport mais rapidamente com eles.

Como aplicar o social selling?

Para isso, você pode seguir alguns passos bem simples: primeiro, defina a buyer persona do seu negócio; depois, identifique os canais e redes sociais mais relevantes para sua estratégia de social selling. Por fim, crie conteúdo relevante e de alta qualidade para engajar leads e clientes.

Quais são as métricas do social selling?

As métricas mais comuns ao vender nas redes sociais são:

  • taxa de conversão;
  • alcance orgânico;
  • taxa de engajamento;
  • tempo médio de resposta;
  • volume de vendas.
Neil Patel

Sobre Neil Patel

Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest

Ele é o co-fundador da NP Digital. O The Wall Street Journal o considera como influenciador top na web. A Forbes diz que ele está entre os 10 melhores profissionais de marketing e a Enterpreuner Magazine diz que ele criou uma das 100 empresas mais brilhantes do mercado. O Neil é um autor best-seller do New York Times e foi reconhecido como um dos 100 melhores empreendedores até 30 anos pelo presidente Obama e como um dos 100 melhores até 35 anos pelas Nações Unidas.

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